Algas Marinhas e seus benefícios

Atualmente, nossa sociedade vive sob uma apreensão enganosa de que haja abundância de alimentos. Muitas pessoas no ocidente estão cercadas por fast food rico em calorias e gorduras insaturadas, publicidade de alta potência e consumo excessivo.

O mercado de massa realmente se acostumou com a expressão “junk food” para designar tais ofertas, mas ainda assim, esse “alimento” altamente processado é consumido em grandes quantidades. As consequências do consumo dessas ofertas para a massa (ocidental), a falta de nutrientes essenciais, a obesidade e as doenças relacionadas à ingestão excessiva de açúcares (diabetes) e gorduras (arteriosclerose), entre outras, já é considerada endêmica. 

É preocupante que as tendências de fast food do Ocidente estejam sendo adotadas aparentemente sem preocupação nos países em desenvolvimento à medida que se tornam mais prósperos, portanto, as taxas de doenças associadas estão aumentando. 

Do outro lado temos o oriente com uma cultura e medicina milenar que fazem totalmente o oposto e por isso estão no ranking das doenças quase sempre em último lugar, sendo considerado o povo mais longevo e com melhor qualidade de vida. 

E um dos alimentos que eles usam para ter tal qualidade de saúde e longevidade são exatamente as algas marinhas. 

Esse é um alimento natural que nos dá um alimento altamente nutritivo, mas com poucas calorias. As algas são, portanto, a melhor forma de suprir as deficiências nutricionais dos alimentos atuais, devido à sua ampla gama de constituintes: minerais (ferro e cálcio), proteínas (com todos os aminoácidos essenciais), vitaminas e fibras [1,2]. 

Ao contrário do que ocorre no Leste Asiático, o Ocidente está mais envolvido com o uso de algas marinhas como fonte de espessantes e propriedades gelificantes de hidrocolóides extraídos de algas: carragena, ágar e alginato (E407, E406 e E400, respectivamente), amplamente utilizados na indústria de alimentos, principalmente em sobremesas, sorvetes, a gelatina vegetal fresca. Talvez, na maioria dos casos, o público consumidor não perceba que está consumindo produtos derivados de algas marinhas. No entanto, as atitudes são bastante diferentes nas culturas asiáticas, onde as algas marinhas são altamente valorizadas e consideradas por sua aparência, textura, sabor e, em vários casos, por propriedades benéficas à saúde. 

O que você terá acesso neste livro é um resumo breve sobre os benefícios das algas marinhas para a saúde humana, minha experiência clínica de 10 anos prescrevendo algas marinhas para meus pacientes e alunos de emagrecimento e saúde e minha experiência de remissão de doenças ditas incuráveis pela medicina ocidental, depois de ter sofrido por 7 anos a busca de uma cura pela medicina ocidental. 

O QUE SÃO AS ALGAS MARINHAS? 

O estudo das algas é chamado de Ficologia. Elas são classificadas, principalmente, de acordo com os pigmentos que possuem e substâncias que armazenam.

Nos últimos anos, tem havido um interesse crescente pelos chamados grupos alimentares funcionais, entre os quais as algas parecem poder desempenhar um papel importante, uma vez que podem proporcionar benefícios fisiológicos, adicionais aos nutricionais como, por exemplo, anti-hipertensivos, antioxidante ou antiinflamatório [10,11]. Um alimento funcional pode ser definido como um alimento que produz um efeito benéfico em uma ou mais funções fisiológicas, aumenta o bem-estar e / ou diminui o risco de sofrer pelo aparecimento ou desenvolvimento de uma determinada doença.

As algas marinhas comestíveis, também chamadas de vegetais do mar, são plantas que crescem no mar. A população do Leste Asiático (Japão, Coréia, China) tem utilizado regularmente os vegetais do mar desde os tempos antigos. O resultado dessa dieta é um consumo muito alto de iodo e uma incidência extremamente baixa de câncer de mama (1). Na Europa, ao contrário, há um considerável desinteresse pelo seu consumo e, consequentemente, o cultivo de algas autóctones é desprezível (2).

A dieta macrobiótica, vinda do Japão para a Europa, contribuiu para a introdução de vegetais do mar em nossa dieta básica. Apareceu especialmente em países pós-industriais mais desenvolvidos, onde dietas vegetarianas voluntárias e macrobióticas são cada vez mais populares (1,3) e onde, devido ao interesse crescente, algas marinhas são importadas em estado seco (2). No entanto, com exceção da França, não existem regulamentações europeias específicas relativas à sua utilização para consumo humano (4,5).

Os vegetais do mar são uma excelente fonte de minerais devido à sua capacidade de absorver substâncias inorgânicas do oceano pela estrutura polissacarídica de sua superfície. A composição e o conteúdo mineral são funções de fatores ambientais, geográficos e fisiológicos (2,4). O conteúdo mineral é maior do que nas plantas terrestres comestíveis e nos produtos animais (4), e é por isso que os vegetais do mar são eficazes em quantidades suplementares relativamente pequenas e podem fornecer aos nossos alimentos muitos elementos em falta (9). Os carboidratos em Phaeophyceae, contendo fibras solúveis de alginatos, laminaranos, fucanos e celulose insolúvel, são indigestos pelo homem e, portanto, considerados fibras alimentares. Eles diferem química e físico-quimicamente daqueles nas plantas terrestres. Do ponto de vista nutricional, fornecem o volume nas fezes e retêm água (5,11).

Devido à sua estrutura polissacarídica, eles se ligam a íons metálicos (5,12) e podem remover metais pesados de nosso corpo através das fezes (1). O conteúdo de lipídios em vegetais do mar é muito baixo, variando de 1 a 5% da matéria seca (8,13). No entanto, os lipídios das algas têm uma proporção maior de ácidos graxos insaturados do que as plantas terrestres (2). Além disso, algas marinhas possuem atividade antibiótica e anticarcinogênica (2,14). Eles contêm lignanas que são prontamente convertidas pela microflora intestinal em moléculas estrogênicas não esteroidais, o que explica seu efeito terapêutico e preventivo contra neoplasias causadas por estrogênio (1). 

Principais Benefícios e Propriedades das Algas Marinhas

  • Ajudam a combater celulite, varizes, flacidez e rugas precoces (ação do colágeno e dos sais minerais);

  • Mineralizante do organismo (ação do cálcio, fósforo, magnésio, sódio, potássio, e oligoelementos como cromo, níquel, cobre, zinco, ferro, iodo,  cobalto, manganês, selênio e etc);

  • Ativadoras das funções cerebrais e físicas (Ação do fósforo e do cálcio).

  • Protege o estômago contra gastrite e úlcera gástrica (Ação do magnésio e das fibras);

  • Indicado no tratamento de obesidade (pelo seu efeito depurador, diurético e regulador do metabolismo, dissolvem os gorduras permitindo a perda de peso naturalmente);

  • Regula a menstruação irregular (ação da vitamina K e dos sais 

minerais);

  • Depurador do sangue (ação das vitaminas, sais minerais e aminoácidos);

  • Protege contra doenças infecciosas (ação do iodo e das vitaminas);

  • Fortificante e revigorante do couro cabeludo (ação do cálcio e do fósforo);

  • Ótimo tranqüilizante (ação das vitaminas e dos sais minerais);

  • Grande fornecedor de proteínas (possuem mais proteínas do que a carne bovina).

O pigmento chamado fucoxantina, tem demonstrado reduzir a gordura abdominal em roedores e ajudar na sua oxidação. Temos a prática clínica que comprova os inúmeros benefícios das algas na redução de peso com maior efetividade, também uma redução brusca no colesterol, triglicérides e LDL colesterol. As algas fazem literalmente uma faxina no organismo, começando pelo intestino e fígado, além dos rins. 

Devido seu alto poder desintoxicante ajuda a baixar as alterações das enzimas hepáticas por limpar o fígado. O que vemos na prática é pessoas com GGT, ALT e AST alteradas baixar os valores em 5 vezes menos com o uso de algas na alimentação. Também pessoas com triglicérides acima de 500 mg/dl baixar para 100 mg/dl com apenas 2 meses de uso de algas.

As algas são um bom recurso alimentícios para incluir em uma dieta de emagrecimento, já que com poucas calorias contém muitos nutrientes evitando a desnutrição das dietas comuns. Além disso seu conteúdo de mucílagos aumenta a absorção de água e aumenta o volume do alimento contribuindo para maior saciedade.

As algas contêm uma grande quantidade de colágeno, o que melhora a saciedade e é ótima para pessoas que não querem a indesejável flacidez do emagrecimento. Além disso o colágeno melhora a pele, cabelo e unhas fortalecendo-as.

O uso diário de algas fornece ótimo alimento para os sistemas hormonal, linfático, urinário, circulatório e nervoso. As algas também inibem o crescimento de muitos vírus e bactérias gram-negativas e gram-positivas, auxiliando diretamente o sistema imunológico, como o faz a capacidade antioxidante das algas. Elas também tem efeito calmante sobre o sistema digestivo.

São 4 tipos de algas marinhas que eu prescrevo na “Dieta das Algas” e elas serão relatadas a seguir. 

Mas porque só essas 4? kombu, wakame, nori e hijiki. 

Por causa dos benefícios incomparáveis que nenhuma outra alga possui em tal quantidade de pigmentos e nutrientes. E principalmente quanto elas se juntam o efeito é ainda maior. 

Cada uma dessas algas não é simplesmente colocada de maneira aleatória na dieta e nos alimentos. Existe uma concentração de cada alga que deve ser obedecida para cada tipo de doença ou problema relatado. 

Cada alimento deve ser cozido com um tipo de alga específica e quando isso é feito, há uma potencialização do efeito no organismo do próprio alimento. 

Para que você possa usar as algas marinhas na sua alimentação diária você deve saber a dosagem necessária de cada alga e a combinação com os alimentos. 

Certas algas não devem ser combinadas com certos alimentos. 

A maneira como você cozinha essas algas faz total diferença no resultado que você quer atingir, seja para emagrecimento ou para a saúde. 

Também existem alguns alimentos que se consumidos juntos com as algas inibem em parte a absorção dos nutrientes das mesmas. 

Pessoas que têm alergia a crustáceos ou tireoidite de hashimoto não devem ingerir nenhum tipo de algas. 

Fora esses casos gerais, existem casos específicos de certos tipos de doenças e problemas que não é recomendado a ingestão de certos tipos de algas marinhas.

Por isso que, se tiver a intenção depois de ler esse livro (artigo) introduzir na sua alimentação as algas marinhas, não faça isso sozinho ou de qualquer jeito, procure um profissional especializado nesta prescrição, para que você não tenha problemas. 

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Sobre Dra. Gladia

Atualmente Dra. Gladia Bernardi é CEO do Instituto Salvar Vidas. Porque “salvar vidas da obesidade” e ajudar as pessoas que sofrem com doenças através da cessão do uso de remédios é a sua missão profissional, seus métodos de Saúde Integrativa e Emagrecimento. Além de ajudar milhares de pessoas com obesidade e doenças crônicas.

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